sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Ausência

Pessoas... Quando mais se precisa delas elas somem e você fica sozinho.

É difícil não julgá-las mal, mesmo aquelas que estiveram do seu lado o tempo todo, embora longe, ouvindo seus lamentos, sonhos, esperanças...

Me cansei das pessoas, de todas elas.

Não quero nunca mais depender de alguém a esse ponto, onde a ausência me machuca.

Cansei de me machucar...

domingo, 25 de outubro de 2009

Quase morte

Quase morri.

Acordei desesperado no meio da noite porque o ar simplesmente se recusava a entrar nos meus pulmões, sozinho sem ninguém para ajudar temi que o pior pudesse acontecer.

Uma ânsia de vomito me dominou e corri até o banheiro, um pouco tarde demais, acabei vomitando em mim mesmo no caminho, agarrei com força a beirada do lavatório tentando fazer algum ar entrar em meus pulmões entre os as ondas de vômito, impossível. Cada movimento apenas expelia o ar de meus pulmões me fazendo sentir cada vez mais próximo do fim.

Apesar da dor e do desespero ainda consegui pensar, como se a adrenalina disparada em minha corrente sanguínia esticasse o tempo fazendo com que esses segundos finais durassem para sempre. Pensei no modo patético em que iria morrer, caído em um banheiro e coberto de vômito, cômico. Sempre achei que minha morte seria mais legal.

Eu que por várias vezes desejei a morte não consegui abrir mão da vida, patético demais... Quando minha vista escureceu e eu finalmente pensei que a agonia iria acabar pensei nela, pensei nela e em todas as coisas que eu ainda queria compartilhar com ela antes de morrer. Eu não podia morrer, ainda não.

Como se uma chave tivesse sido virada por esse último pensamento o ar voltou a entrar em meus pulmões, caído no chão ainda atordoado ri um riso de pura felicidade enquanto lágrimas escorriam de meus olhos, felicidade por estar vivo, felicidade por uma nova chance.

Espero que eu não estrague essa chance como fiz com todas as outras.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sonhos

Acendo um cigarro mas não o fumo apesar da vontade que sinto, fico ali sentado com ele queimando lentamente na minha mãe enquanto observo os padrões formados pela fumaça.

Um, dois, o maço todo se vai da mesma maneira, queimando em vão, sem nunca alcançar seu propósito da mesma forma que minha vida se arrasta dia após dia, se esvaíndo lentamente... Por nada.

É tão bom ficar observando a fumaça, minha mente fica em branco, nenhum pensamento, nada. Por que não consigo fazer isso mais vezes? Parece algo tão fácil para as outras pessoas, assim como todo o resto, fácil demais.

Acordo do meu devaneio em branco com meu gato miando, esqueci de alimentar o único que me ama. Deve ser por isso que estou sozinho, por pensar demais e esquecer dos que estão a minha volta...

Provavelmente acabarei meus dias esquecido pelo mundo em uma casa velha cheia de gatos, e assim, quando morrer, que eles possam devorar meu corpo, pedaço por pedaço, carregando com eles pequenas partes do meus sonhos nunca realizados.

domingo, 18 de outubro de 2009

Apresentações

O convite para escrever nesse blog me surpreendeu e deixou feliz, eu mesmo comecei o meu depois de ler o Libris et Moestitia.

E não foi só depois de alguns e-mails que consegui alguma resposta do Traurigkeit, ouso dizer que ficamos amigos, o bastante para que ele me convidade a escrever aqui. Sinto não poder ainda fazer juz a tudo o que já foi escrito mas prometo me esforçar.

Para que meu começo não seja vazio, deixo uma de minhas poesias, que mesmo não tão boas, exprimem um sentimento em comum com as postagens do LeM:

Maybe...

Maybe one day I wake up better
Maybe my heart isn't bleeding
Maybe my heart was died
Maybe I find the true love,
Like in the fairy tales
Maybe my only true love is the Death
Maybe one day I can be free of my fears
Maybe my fears become true
Maybe this day is coming
Maybe This day keep as a dream
Maybe not...
Maybe I need to grow up
And forget my child dreams...
Maybe I need only to love and be loved
Or just forget...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Espasmos

As pessoas são no fundo, um mal necessário. Adoraria poder viver sem elas apesar de nunca conseguir fazê-lo, sempre tenho que dizer a alguém o quão desaforntunado sou e esperar essa pessoa dizer que não, eu sou bom e belo apenas não vejo isso.

Mentiras que sejam essas afirmações - pois como posso ser bom e belo se não o sou para a única pessoa que importa? - Ainda me vejo cada vez mais dependentes delas, faminto na verdade, com uma fome insasciável.

Ela, ainda fria, ainda distante, ainda impossível de alcançar pelos meios corretos, ainda dona do meu coração...

Eu, ainda observando, ainda bem perto, ainda disposto a sacrificar tudo, ainda escravo de sua vontade...

Injusto, injusto...

P.S.: Convidei meu amigo do Le Renard sans La Rose para postar aqui (e ele felizmente aceitou, pois o nível está caindo, muito), ele ainda deve vir por esse dias.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Medo

Quando as cortinas se fecham e as luzes se apagam, eu tenho medo.

Quando chego em casa e não há ninguém além de mim, eu tenho medo.

Quando todos se vão e apenas eu resto, eu tenho medo.

Quando fico sozinho, eu tenho medo.

Medo de ficar sozinho com meus pensamentos, pois eles me levam a lugares onde não quero ir, medo de ficar sozinho comigo mesmo e descobrir que depois de tanto fingir ser outra pessoa esqueci como é ser eu mesmo, medo de morrer sem ter realizado nada nem ser lembrado por ninguém, medo de nunca mais descobrir o amor, medo.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Penso

Eu penso nas resoluções que abandonei, penso em todas as coisas das quais abri mão até agora.

Penso no céu lá fora, com suas estrelas ofuscadas pelo forte brilho das luzes da cidade, penso naqueles que amo tão longe de mim que estão... Penso nas pessoas que conheço e nas que acham que me conhecem, penso, penso penso...

Penso nela mais do que qualquer coisa, seu jeito, sua voz seu tudo. Mesmo que agora não sejamos nada mais do que estranhos desconhecidos é para ela que meus pensamentos voam a todo momento.

Sentado agora em frente ao computador, com o coração encolhido no peito e os olhos vermelhos das lágrimas que nunca vem penso no passado, penso em como ele poderia ter sido se... Se ao menos eu tivesse, se ao menos eu soubesse, se ao menos eu pudesse, se ao menos ela me quisesse, Sempre se...

E assim, sempre pensando e nunca agindo passo meus dias cheio de pena por mim, esperando que o mundo tome alguma providência, que as pessoas percebam minha dor, que ela finalmente me entenda e ame.

Penso.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Pedra

Droga.

Dias ruins desde o último encontro... Perdi tudo, tudo... Nunca deveria ter me entregado tanto assim aos sentimentos e menos ainda depositar tanta fé em uma única pessoa.

O sol não brilha mais em meu mundo, mas lá fora ninguém parece notar. As pessoas ainda seguem com suas vidas e o mundo insiste em ser belo, talvez se tudo o mais ao meu redor fosse feio e sem cor minha dor seria mais suportável.

Droga. Odeio ficar assim, deprimido.

Minha vontade é de arrancar o coração do peito e com ele escrever nas paredes todos os sentimentos que ele guarda, assim quando não sobrasse mais nada e ele não pasasse de uma pedra fria em minhas mãos, devolvê-lo ao seu lugar e seguir adiante o caminho da mente, seguir, seguir, seguir até que não sobre nada além da racionalidade. Lógica, lógica... Simples em sua frieza.

Droga.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Cartas de Baralho

Não consigo dormir. Meu corpo pede desesperadamente pelo sono, que não vem. Ao fechar os olhos, minha mente, insensível as necessidades do corpo, insiste em se manter alerta, trazendo os mais nefastos pensamentos à tona. Estou cansado, quero dormir...

Claro que existe um motivo, sempre temos algo ou alguém a culpar, é a natureza humana pura e simples em seu egoísmo... Dessa vez é por causa dela. Trocamos palavras frias no corredor, eu tentando não trair o que sinto, ela escondendo - não muito bem - o desagrado que minha abordagem causou. Ainda assim não consigo culpá-la, afinal de contas é de mim que estamos falando...

Eu sabia que algo assim iria acontecer um dia, sempre soube. Maldita mania de ler as pessoas! Desde a primeira vez que a vi, eu sabia que ela era o único amor da minha vida e que nunca ficaríamos juntos no máximo amigos, por muito tempo alimentei esperanças de que um dia as coisas funcionariam entre mim e ela, nem que para isso eu tivesse que negar tudo e me tornar o que ela espera, agora não mais, nunca mais. Ainda assim não consigo culpá-la, pois a amo e continuarei amando para sempre, sempre e sempre. Mesmo depois de hoje.

Odeio quando a vida resolve estragar minhas mentiras agradáveis esfregando a verdade na minha cara. Odeio conseguir ler as pessoas e odeio mais ainda estar sempre certo. Nessas horas eu penso na vida como uma partida de poker, onde cada pessoa é uma carta marcada, mesmo sabendo disso ainda não consigo ganhar. Estou cansado, muito cansado... Não consigo dormir.