segunda-feira, 19 de julho de 2010

Pesadelo

Eu sou o meu maior pesadelo.

A única pessoa com a qual devo tomar cuidado se não quiser acabar fodendo minha vida de vez. Irônico, não?

Tanto tempo perdido me preocupando com os outros, observando e aprendendo, imitando, descifrando e até manipulando, de forma que nenhuma delas pudesse me prejudicar de alguma forma, por mais insignificante que fosse quando o maior inimigo foi deixado de lado para se fortalescer mais e mais.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

At night...

Estou bêbado... e sozinho.

O estado alcóolico por si deveria fazer com que a dor fosse menos sentida ou não sentinda se foma alguma. Ledo engano.

Eu adoriaria escrever milhares de coisas sobre o que eu estou pensando aogra, sozinho, a noite, bêbado... Mas é difícil demais conseguir que estas poucas linhas saiam com um português se não correto, decente.

Ah leitor, meu caro leitor desconhecido, me perdooe por este desabafo, me perdooe por ser patético e me perdooe por algo mais, para que meus pedidos somem três. A mesma quantidade de vezes que Pedro negou Jesus (sim, eu conheço a bíblia).

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Devaneio

Agonia, sempre senhora, sempre
Abismo, queda, escuro, escuro, escuro...
Sonho, talvez? Esperanças? Quase mortas...
Além delas, há o que?
Vazio, desesperança, desespero, medo.
Medo.
Desejo, desespero, agonia, medo, medo...
Delírio, sonho e mais sonho,
Destino.
Ainda queda, ainda sem fundo, ainda sem destino, ainda
caindo.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Aflição

E não há de me ver sorrir ou chorar.
E triste não mais serei aos seus olhos.
Assim “feliz” e “perfeito” permanecerei,
até que desejes realmente me ver.

Então meu coração se mostrará,
ostentando todas as suas feridas.
Meus olhos mostrarão a falta que sinto,
e a tristeza em minha voz fará sentido.

E talvez me perguntes:
“O que te afliges?”, e assim responderei:
“É você, lindo anjo, que meu coração levou,
pra muito longe, de onde ele nunca voltou”.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Se você

Se você apenas soubesse,
se você apenas quisesse...
Em outro mundo, outras circunstâncias,
outros nomes, endereços,
carinhos, apreços...

Se você pudesse,
se você apenas quisesse...
As noites frias não seriam sozinhas,
a cama não seria tão grande,
não estaria sempre tão... vazia

Se você me visse,
e não apenas olhasse...
Veria o amor, o desejo,
um futuro sem solidão,
felizes...

Se você sentisse,
se você me amasse...
Não seria tão indiferente,
não me castigaria assim,
sempre junta, mas ausente.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ajuda

Diga-me o que mais eu procuro em teus braços,
Além te teus beijos, carícias e abraços.
Diga-me pelo que procuro,
enquanto afundo em um buraco cada vez mais escuro.

Diga-me o que fazer, pois perdido estou.
Ensina-me a tornar completo,
o que de mim restou.
Pessoa então, e não objeto.

Ajuda-me a encontrar a paz,
a compreensão e o entendimento.
Ajuda-me, pois não sou capaz,
de sozinho, realizar esse empreendimento...

Ajuda eu te peço humildemente,
ainda que isso te incomode.
Ajuda-me! Eu sei que pode,
não me deixe para sempre inconsistente.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Medo (2)

O coração bate mais rápido, a respiração fica mais difícil, as mãos tremem, e a vista fica embaçada...

É o medo que vem, sem motivo ou razão, dominando-me de tal forma que eu consigo apenas rezar para que ele passe logo.

Estico a mão para a gaveta onde ficam os remédios, ao pegá-los penso em todo o tempo em que fiquei sem eles, tempos bons, tempos livres, e então os largo ali mesmo.

Quando o medo sentido aumenta de tal forma que sentar na frente do computador se torna um sacrifício, me deito cobrindo a cabeça, rezando, pedindo para quaisquer deuses me ajudarem, que façam o medo parar e ir embora.

Fico assim, tremendo, desejando a morte mais do que qualquer coisa até que tudo se acalma, mais uma crise passou e não deixo de pensar em quando a próxima virá.

Eu deveria, realmente, tomar os remédios, mas eles embotam minha mente, me fazem parar de pensar e eu prefiro a morte a isso.

Sinceramente espero um dia deixar tudo isso para trás e viver a vida normalmente, sem remédios ou ataques, apenas mais um rosto na multidão.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Luta

Sinto, sofro, mato...

morro.

Batalhando pelos motivos errados

viver – lutar – morrer

não há tempo para se arrepender.

O sangue derramado tinge os campos

de um vermelho carmesim

fujo de um final assim...

Como pérolas sem brilho,

olhos mortos que não vêem o futuro

coalham o chão em profunda meditação

seus donos, outrora cheios de vida

jazem frios enquanto eu perduro.

Sangrentas mãos, sangrentos dias

o preço de viver pago em muito mais que sangue,

pago com a luz de minh’alma, agora para sempre sombria.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Coração

Em casa finalmente, mas casa, lar, apenas palavras sem muito sentido na minha humilde opinião.

“Lar é onde repousa o coração” um ditado conhecido, mas que não me ajuda muito, como dizer onde repousa meu coração se eu nem ao menos tenho a certeza de possuir um? Sim, no sentido físico eu realmente possuo um coração, mas no sentido figurado, onde o coração é o responsável pelas emoções eu deixo a desejar.

Tenho sim sentimentos, ou seriam instintos? Fome, frio, calor, saciedade, todos esses. Além disso, sou apenas pensamento lógico e máscaras, inúmeras máscaras que representam pessoas que por sua vez são capazes de sentir, apesar de que no fundo, o eu assista a tudo como um filme repetido, sem surpresas.

Nem sempre fui assim, então acabo me perguntando o que aconteceu ao meu coração, se eu realmente tive algum um dia. Para onde fostes? Porque me deixou? Seria tão mais fácil sentir a fingir que minha mente não cessa de perguntar sobre meu coração.

Talvez você o roubasse, talvez não. Talvez tudo não passe de mais um sonho que se encontra infinitamente longe do seu fim.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Férias

As minhas, quase no fim, me deixam triste, muito triste.

A maioria das coisas nunca muda na minha cidade natal, mas ver todos aqueles que te conheceram seguindo adiante, com novas histórias para contar, histórias nas quais você não figura, te fazem pensar em o quão insignificante você realmente é.

Triste, muito triste pensar assim quando o certo seria ficar feliz pelas conquistas alheias.

Mas eu sou uma excessão incorrigível, uma variável grande o bastante para que o x da questão se acovarde na minha presença.

Eu sou muito mais do que você pensa e muito menos do que acredito ser. Eu sou.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Vícios

O ócio cada vez mais constante vai aos poucos minando o que resta da minha sanidade.

Quando não há o que fazer, minha mente fica livre para se explorar e descobrir tudo o que há nela, mesmo as partes que deveriam ficar para sempre esquecidas.

Tento de tudo para não cair no ócio, primeiro a bebida, muita bebida, todos os dias, todas as noites... Foi agradável no início, mas logo o ócio se adaptou, e a mente ébria e desocupada é ainda mais temível.

Agora eu limpo, minha casa nunca esteve tão limpa, as horas se vão enquanto tento tirar uma mancha aqui e outra acolá, banheiros limpos o bastante para que se possa comer neles, cada centrímetro limpo e relimpo.

Distrações para manter o ócio longe se tornam vícios que se tornam problemas... Problemas que me impedem de continuar escrevendo sabendo o quanto o teclado está sujo, por dentro.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

No fundo...

... eu me pergunto qual é o ponto em se comemorar um novo ano.

Não é como se todas as resoluções fossem cumpridas, na verdade cumprir mesmo que apenas uma ou duas já me deixaria mais animado.

No fundo continuamos a depositar fé, a ter esperanças no futuro.

Enganando a nós mesmos para que a vida seja mais aceitável, bem acho que também posso jogar esse jogo.

Então para esse novo ano que se inicia, tenho apenas uma resolução, nada muito difícil: Quero existir de verdade.