sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Medo (2)

O coração bate mais rápido, a respiração fica mais difícil, as mãos tremem, e a vista fica embaçada...

É o medo que vem, sem motivo ou razão, dominando-me de tal forma que eu consigo apenas rezar para que ele passe logo.

Estico a mão para a gaveta onde ficam os remédios, ao pegá-los penso em todo o tempo em que fiquei sem eles, tempos bons, tempos livres, e então os largo ali mesmo.

Quando o medo sentido aumenta de tal forma que sentar na frente do computador se torna um sacrifício, me deito cobrindo a cabeça, rezando, pedindo para quaisquer deuses me ajudarem, que façam o medo parar e ir embora.

Fico assim, tremendo, desejando a morte mais do que qualquer coisa até que tudo se acalma, mais uma crise passou e não deixo de pensar em quando a próxima virá.

Eu deveria, realmente, tomar os remédios, mas eles embotam minha mente, me fazem parar de pensar e eu prefiro a morte a isso.

Sinceramente espero um dia deixar tudo isso para trás e viver a vida normalmente, sem remédios ou ataques, apenas mais um rosto na multidão.

2 comentários:

Aline Zouvi disse...

Sim. O medo é um lixo... Apesar de só servir pra acabar com nossos dias, trazem força e calos. Para uma vida melhor, quando esta existir.

Anônimo disse...

Não há garantias. Do ponto de vista do medo, ninguém é forte o suficiente. Do ponto de vista do amor, ninguém é necessário.
Immanuel Kant