sábado, 9 de janeiro de 2010

Vícios

O ócio cada vez mais constante vai aos poucos minando o que resta da minha sanidade.

Quando não há o que fazer, minha mente fica livre para se explorar e descobrir tudo o que há nela, mesmo as partes que deveriam ficar para sempre esquecidas.

Tento de tudo para não cair no ócio, primeiro a bebida, muita bebida, todos os dias, todas as noites... Foi agradável no início, mas logo o ócio se adaptou, e a mente ébria e desocupada é ainda mais temível.

Agora eu limpo, minha casa nunca esteve tão limpa, as horas se vão enquanto tento tirar uma mancha aqui e outra acolá, banheiros limpos o bastante para que se possa comer neles, cada centrímetro limpo e relimpo.

Distrações para manter o ócio longe se tornam vícios que se tornam problemas... Problemas que me impedem de continuar escrevendo sabendo o quanto o teclado está sujo, por dentro.

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