Sinto, sofro, mato...
morro.
Batalhando pelos motivos errados
viver – lutar – morrer
não há tempo para se arrepender.
O sangue derramado tinge os campos
de um vermelho carmesim
fujo de um final assim...
Como pérolas sem brilho,
olhos mortos que não vêem o futuro
coalham o chão em profunda meditação
seus donos, outrora cheios de vida
jazem frios enquanto eu perduro.
Sangrentas mãos, sangrentos dias
o preço de viver pago em muito mais que sangue,
pago com a luz de minh’alma, agora para sempre sombria.
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