sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Luta

Sinto, sofro, mato...

morro.

Batalhando pelos motivos errados

viver – lutar – morrer

não há tempo para se arrepender.

O sangue derramado tinge os campos

de um vermelho carmesim

fujo de um final assim...

Como pérolas sem brilho,

olhos mortos que não vêem o futuro

coalham o chão em profunda meditação

seus donos, outrora cheios de vida

jazem frios enquanto eu perduro.

Sangrentas mãos, sangrentos dias

o preço de viver pago em muito mais que sangue,

pago com a luz de minh’alma, agora para sempre sombria.

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