sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Dos detalhes

Nos últimos dias eu percebi que só consigo escrever ou compor quando estou deprimido, e pelo teor do blog vocês já devem ter percebido o nível das minhas obras. O mais estranho é que as vezes eu só percebo depois que já tenho uma poesia completa na cabeça (qualquer dia eu posto algo aqui), mesmo que pensar em rimas não seja algo que a maioria das pessoas geralmente faça, acontece naturalmente comigo durante os momentos deprê.

Ao adotar os protocolos sociais como um hobby passo a maior parte do tempo observando as pessoas, atentando aos pequenos detalhes, como expressão corporal e entonação de voz. Nosso corpo fala o tempo todo mesmo nas horas em que nada queremos dizer. Como o bom jogador de pôquer que consegue ler o rosto dos adversários como um livro, eu tenho a pretenção de ler as pessoas onde elas não conseguem mentir, no corpo.

Um sorriso na hora errada, um tique, um olhar atravessado, mesmo esses pequenos detalhes podem revelar muito mais sobre uma pessoa do que ela gostaria. Na interminável batalha das relações sociais, aquele que consegue controlar seus impulsos e ler os alheios possui uma grande vantagem, é preciso saber aproveitá-la bem. Então já sabem, caso eu apareça com alguma coisa melosa por aqui, provavelmente estou deprê.

Enquanto tentamos desesperadamente nos encaixar nos moldes impostos pela sociedade, acabamos traídos pelo nosso corpo que felizmente, não sabe mentir.

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