domingo, 29 de novembro de 2009

Arma

"Arma de escritor é a palavra", não liguei para essas palavras ao ouvi-las de uma amiga dias atrás, agora elas assombram meus pensamentos o tempo todo.

E eu não tenho poupado essa minha arma, se é que posso me considerar um escritor, sempre usando-a sem pensar nos outros, apenas em mim. Enganando, atraíndo e traindo sem arrependimento nenhum, ou quase nenhum.

Me arrependo sim, em cada uma das vezes, mas esse arrependimento não dura. É efêmero e subjetivo, não me faz perder o sono a noite ou me levar a parar.

Sigo em frente com a arma carregada e nada que me impeça de puxar o gatilho a todo o momento. Até quando isso vai durar? Por quanto minha espera ainda vai durar?

... cansei das longas noites solitárias.

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