segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Dor

Aperto minhas mãos com força o bastante para deixar os nós de meus dedos brancos, a raiva queima em meu peito utilizando minha alma como combustível... Aperto com mais força agora e começo a sentir as unhas rasgando a pele macia da palma da mão, logo o sangue começa a escorrer quente e espesso. Mesmo que o sangue seja quente, por quê ainda sinto meu coração tão frio?

A dor do ferimento me acalma, ela pulsa como se minha mão estivesse de encontro ao peito de alguém, sentindo o coração dessa pessoa batendo no mesmo ritmo que o meu. Como eu gostaria que fosse verdade.

Agora ao digitar a dor ainda incomoda, mas não muito, sentir algo -mesmo que esse algo seja dor- me faz parecer mais humano algo de que tenho necessitado muito nos últimos tempos. Os sonhos não vêm mais deixando a noite vazia.

Penso que isso é apenas uma fase dizendo a mim mesmo que tudo vai passar... Essa mentira não funciona mais e também já estou cansado de me enganar. Que se foda.

Um comentário:

Anônimo disse...

Ela realmente não se vai. Ela continua, continua, continua. De repente some, no vácuo... depois volta e continua, continua, continua... Vai ser sempre assim.